Experiências Clinicas

Experiências clínicas

Nesta seção decidimos inserir casos reais diversos, a fim de que o internauta tenha uma noção de como funciona uma regressão. São experiências clínicas de autores de obras consagradas, verdadeiros mestres na Terapia de Vidas Passadas, tantas vezes já citados neste site. Também estamos postando os casos clínicos atendidos pelos Terapeutas do Túnel do Tempo, abnegados seres humanos, estudiosos, e que muito tem contribuído para o bem estar daqueles que nos procuram com queixas das mais variadas. Nenhum dos clientes serão identificados em hipótese alguma. Esperamos que gostem do que lerão a seguir. São histórias verdadeiras contadas em momentos de muita emoção. Boa leitura.

PESADELOS NOTURNOS

Mulher, 37 anos, casada (segundo casamento), 3 filhos, trabalhadora braçal, 2º grau incompleto. Relata ter pesadelos desde os 6 anos de idade. Chega a ter até 8 pesadelos quase todas as noites. Sua mãe é viva; o pai falecido. Possui irmãos. Vive bem com o marido. Um dos filhos tem sérios problemas físicos. Freqüenta um Centro Espírita todas as quintas feiras por acreditar na imortalidade da alma. Se acha feia fisicamente. Acredita firmemente ser uma vampira, ou ter ligações com seres vampirescos. Bem orientada no tempo e no espaço. Cognitivamente bem. Seu primeiro pesadelo foi aos seis anos com um caixão de defunto no centro da sala da casa de sua mãe. Dentro do caixão havia um esqueleto, mas tinha cabelos apenas na parte de trás da cabeça. Ele arranhava com os dedos as partes internas da urna funerária, querendo sair, e levantava a cabeça dizendo que iria pegá-la. Ela se escondeu debaixo da mesa. Disse que não podia gritar, pois sua mãe não permitia.

RELATO DE DOIS PESADELOS EM UMA NOITE SÓ: “Eu ando em uma rua de Nova York e entro numa igreja antiga. No local toco em algumas relíquias e sinto coisas estranhas ao tocá-las. Estou acompanhada de um amigo. Ele tenta furtar um quadro e eu o repreendo. Vejo duas freiras, e elas passam a me seguir. Há algo numa estante que me chama a atenção, uma caixinha de uns 25 x 15 com tampa de vido, Meu amigo pede para eu não mexer, mas eu abro Aquelas freiras me dizem: ‘estávamos esperando você achá-la. Foi feita em homenagem a sua morte. É você’. Mas dentro da caixa há uma pequena escultura feita de ossos. É uma bruxinha bonitinha. As freiras dizem que a bruxinha foi feita em 1013, no século XI, e ficou guardada por 997 anos. Quando eu acordo eu faço um desdobramento (*), encontro a bruxa do meu sonho que me leva até uma casa que já visitei antes, também em desdobramento. Ela diz que mora ali. Este pesadelo foi por volta das 2:40 horas da madrugada. Na mesma noite tive mais um pesadelo. Vou até o local onde minha sogra parecer morar lá. Entro rápido para que não me vejam. Chego na casa dos fundos. Converso um pouco e vejo um lago com água muito suja. Pergunto para a Ana por que tem aquele rio ali, e ela diz que sempre esteve ali. Mas ao olhar para minha frente o rio atravessa o terreno que estamos. A Ana entra na água suja e eu me desespero. Ela sai de lá sorrindo. Ouço alguém me dizer ‘obrigado’, e mesmo de fora vejo que é, e o que tem nas mãos. É uma prima da mulher do meu cunhado, alguém que não vejo há 5 anos, nem sei por onde anda. Ao chegar perto, ao invés de flores ela está com um coelho vermelho, e ao começar a conversa eu acordo”.

OUTRO PESADELO

“Eu estava numa montanha meditando, com meu vestido preto longo, de outra época, quando ouvi gritos de meu pai. Ele me chamava. Quando cheguei até ele vi duas pessoas mortas. Uma era o meu marido, o outro era um ser espiritual chamado Yuri. E ao me voltar para ver quem sorria diante de tamanha dor que me assolava, vi você (o terapeuta) com as mãos ensangüentadas me dizer:  ‘viu, você deveria tê-lo escutado (referindo-se ao Yuri), pois ele estava falando a verdade’. Então o ódio tomou conta de mim. Peguei minha espada e começamos a luta, eu e você (o terapeuta). E quando as espadas tocaram com violência o barulho me fez acordar. Ao acordar, desdobrei (*), e me encontrei com meu irmão. Ele me disse: ‘será que realmente isso precisará acontecer para você crer em mim? Eu estava com você lá, você sabe que eu estava, me pediu pra sair, mas eu não saí porque vi ele quase completar o seu batismo com o sangue dele’. No começo não entendi, mas ele me disse para pensar, e eu lembrei de tudo. Ele me implorou para que eu não deixasse você ( terapeuta) terminar o ciclo, pois se eu bebesse teu sangue pela terceira vez me tornaria uma ‘bloodvamp’, e desceria ao inferno de novo. Não sei mais o que pensar. Este fato eu vi ontem”.

Cliente submetida até agora a 6 sessões de hipnose e regressão. Indicado o uso de florais, o que foi prontamente aceito por ela. Está fazendo uso de uma formulação específica para medos e traumas. Relata alguma melhora na intensidade dos pesadelos. Na regressão voltou ao passado, onde estava numa guerra, com armadura e lanças. Todos os pesadelos se revestem de morte e sangue. O atendimento terapêutico prossegue. Em todas as sessões o terapeuta trabalha a ressignificação dos  sonhos ou pesadelos, melhoria da auto-estima e frases de PNL para reforçar o bem estar. Relata que já não se acha feia como no início da terapia, sendo visível a melhora na auto-estima. Na última sessão, em 18/05/2010, fizemos um trabalho terapêutico que eu chamo de TÉCNICA DO ENCONTRO COM O ANJO DA GUARDA. No dia seguinte a cliente me telefonou e disse que foi a melhor de todas as sessões, onde sua mente inconsciente pode compreender certos fatos que ainda estavam obscuros. Informa estar muito bem, e sobretudo, feliz. No início da terapia ela me enviou por e-mail um poema de sua autoria, que abaixo transcrevo, a fim de dar ao leitor uma idéia do quanto, quando iniciamos as sessões a  cliente encontrava-se confusa e envolvida num mundo só dela, numa realidade psíquica totalmente distorcida:

MUITO REAIS,

AS LÁGRIMAS

DE UM

VAMPIRO REAL…

REAIS

LÁGRIMAS

DE

VAMPIROS REAIS…

REALIDADE

CHORA…

REALIDADE!

A CHORAR…

FELICIDADE REAL

PARA QUAL

VAMPIRO REAL?

NÓS ,

VAMPIROS

VIVENTES  ENTRE

VÓS

MORTAIS

NAS SOMBRAS TODAS

DE TODOS OS MORTAIS

NAO POSSUIMOS

A FELICIDADE REAL

SOMOS COMO VÓS…

ILUDIDOS  PELA ILUSÃO

DE UMA PRETENSA

FELICIDADE MAIOR…

NAO AINDA ESTÁ

NA HORA DA

FELICIDADE MAIOR,

DA

FELICIDADE REAL

DA

ALTA FELICIDADE

EM QUALQUER MUNDO

MATERIAL

POUSAR PARA FICAR,

NÃO,

NADA , AINDA

A VERDADEIRA FELICIDADE

PODE TOCAR…

LÁGRIMAS,

IMORTAIS LÁGRIMAS…

SANGUE

E

CHORO

NÓS

VAMPIROS

O DERRAMAMOS…

BASTANTE!

BASTANTE SANGUE…

E DOR

INACABÁVEL

BASTANTE CHORO

E DOR

INABALÁVEL…

DOR!

VENTA NAS TERRAS,

DA FOME SERENA.

E A BRUTALIDADE

DOS DIAS DE PÓ

SE TORNA ROEDORA

DAS VAMPIRICAS

COVAS

SERRAS E TERRAS

DE

RUBRAS LÁGRIMAS!

AMÉM.

A cliente continua ainda sob nossos cuidados. Mas, como ela mesma informou, encontra-se muito bem e sente feliz.

(*) Desdobramento ou bilocação é o fenômeno pelo qual o espírito de pessoa mediunizada, ou em estado de sonolência ou mesmo de sono, transporta-se de um lugar para outro com aparência de realidade ou com tangibilidade real.

Desdobrado do corpo, o espírito sente-se liberto

Segundo Kardec, o espírito aproveita-se com satisfação da oportunidade de escapar da prisão corporal sempre que pode. É um dos mais curiosos e ricos fenômenos anímicos, em que o ser se move livremente, pensa melhor, decide com maior conhecimento, mantém intenso intercâmbio com encarnados e desencarnados, segundo seus interesses e afinidades.

É freqüente ocorrer com todas as pessoas, porém nem todas conseguem se lembrar, após o regresso ao corpo físico, do que fizeram durante o tempo em que estiveram parcialmente libertadas deste. Geralmente atribuem tudo a um sonho comum, ou seja, aquele resultante de suas disposições físicas ou psicológicas.

Diz Hermínio Miranda que “é nesse estado que o espírito consegue entrar na posse de algumas de suas faculdades superiores, pelo acesso aos arquivos da sua memória integral. Daí lembrar-se de encarnações passadas e até mesmo, em situações especiais, afastar a densa cortina que encobre o futuro”.

Por sua vez, Martins Peralva, ao analisar as situações em que pode ocorrer essa libertação espiritual, chama a atenção para a existência, nos trabalhos mediúnicos, do chamado médium de desdobramento, ou seja, “aquele cujo espírito tem a propriedade ou faculdade de desprender-se do corpo, geralmente em reuniões”. Desprende-se e excursiona por vários lugares na Terra ou no Espaço, a fim de colaborar nos serviços, consolando ou curando.

UM CASO DE ALCOOLISMO

Cliente do sexo masculino, de meia idade, bem empregado, situação financeira estável. Casado, pai de 4 filhos. Em constante atrito com os familiares em razão dos “porres” colossais praticamente todas as noites. Confidenciou que não conseguiu se lembrar de uma época em sua vida em que não quisesse um drinque, e já havia tentado tratamento convencionais e participara de vários grupos, mas o auxílio era sempre temporário. Realizada a primeira sessão de anamnese. Na segunda foi submetido a relaxamento progressivo e alcançou um transe leve, com poucas informações de importância relevante. O mesmo ocorreu na terceira sessão. (*) Na quarta alcançou um transe mais aprofundado e relembrou um período no qual fora um soldado confederado, jovem e amedrontado. Ele simplesmente queria ficar longe de todo aquele sangue, do barulho, das batalhas. Queria apagar isso de sua mente. Nos últimos dias da Guerra Civil, feriu-se seriamente. Não havia auxílio médico disponível, mas um de seus companheiros tinha um pouco de uísque, o suficiente para aliviar a dor por algum tempo. O jovem morreu alguns dias depois, com um enorme desejo de ingerir mais álcool para se ver livre da dor e esquecer o horror que o cercava. Após esta regressão ele sentiu que tinha uma informação sólida com a qual podia trabalhar. Fizemos algumas outras regressões e descobrimos outro período, anterior ao da Guerra Civil, no qual ele adquirira o hábito de beber sempre que queria evitar pensar em problemas. (Freqüentemente, problemas ou medos muito profundos têm raízes em mais de uma vida). Após ter determinado que esses dois períodos eram os únicos em que o álcool tinha significado especial, repeti as afirmações positivas no final de cada regressão, dizendo: “Você conservará todos os conhecimentos e compreensão, em todos os níveis, que lhe possam ser benéficos, sobre o porquê desse forte desejo de ingerir bebidas alcoólicas. Você deixará para trás, em todos os níveis, a necessidade e o desejo prejudiciais de ingerir bebidas alcoólicas”. Somente meses mais tarde fiquei sabendo que o seu desejo de beber havia diminuído consideravelmente até desaparecer nas primeiras semanas. Em situações especiais, e somente socialmente, tomava uma ou duas doses sem que isso lhe trouxesse qualquer tipo de problema. Essa, naturalmente, não é a resposta para todos os problemas de alcoolismo ou drogas, pois, como já foi dito, cada caso é um caso, mas para aqueles que buscam auxílio, vale a pena tentar. Sempre há a possibilidade de que a informação trazida de vidas passadas auxilie outras terapias mais convencionais para esses problemas.

(*) Como já dissemos, algumas pessoas tem mais facilidade que outras para relaxar e entrar em sono terapêutico ou transe hipnótico. Bem por isto que não é ético ao Terapeuta fixar número de sessões para qualquer tipo de atendimento complementar.

MACHÃO TRUCULENTO

Homem, casado, pai de filhos, 45 anos, de razoável cultura, empresário. Foi convencido pela esposa a procurar ajuda, já que era “machista” e truculento. Embora demonstrasse amor pela família, ainda era do tempo em que as mulheres eram consideradas como pessoas de segunda classe. Era mandão, incompreensível, não perdoava atrasos com relação ao horário das refeições. Dizia que TPM era frescura de mulher. Evidentemente que com o passar dos tempos a vida do casal estava se tornando um verdadeiro inferno. Submetido a várias sessões de regressão, numa delas, em especial, ele havia sido mulher, esposa e mãe, moça culta e inteligente, que naquele período havia se casado com um desbravador e tinha uma casa cheia de crianças. Durante a regressão ele se recordou como era difícil enfrentar menstruações em condições primárias, gravidez, parto, o dia a dia preparando refeições, lavando roupas e convivendo com um marido mal humorado, exigente e nada compreensivo. Ele recordou como era terrível ter poucos direitos e ser considerado cidadão ignorante, apenas pelo fato de ser mulher. Depois de algumas sessões mostrou-se mais sensível com relação à esposa e filhas, sendo bastante satisfatório esse seu novo compreender com relação às mulheres. Certamente nunca será um feminista de carteirinha, mas seguramente melhorou muito e passou a dar mais valor à sua esposa. Foi um trabalho bonito, de conscientização, de expansão da consciência para a igualdade entre homens e mulheres.

ÓDIO DE CAVALOS

Homem, casado, filhos pequenos, advogado, menos de 40 anos. Pessoa extremamente humana que adorava animais. Não era raro aparecer em casa com algum cachorrinho atropelado na rua, que ele sem pestanejar havia levado ao veterinário para os primeiros socorros. Certa ocasião alimentou um passarinho recém nascido que havia caído do ninho até vê-lo aprender a voar. Era proprietário de um sítio, e quase o transformara em um pequeno zoológico. Mas, por incrível que pareça, odiava cavalos. Tinha raiva deles e dizia que “cavalos são maldosos, imprevisíveis, indignos de confiança e deveriam ser mortos a tiros”. Nunca havia tido nenhuma experiência desagradável com cavalos quando era criança, mas nutria por eles um ódio mortal. Veio à terapia para livrar-se de um incômodo representado pelo constante “medo de cair no chão” e um certo “sufoco” que às vezes o impedia de respirar. Parecia uma queixa sem sentido, e em razão disto foi sugerido que procurasse um médico para avaliar eventuais causas clínicas (pressão arterial, glicemia, e parte cardiorrespiratória). Retornou depois com informação de que passara por exames, sendo constatado de que fisicamente estava muito bem. Diante da insistência resolvemos fazer com ele algumas sessões de regressão. Foi então que o inexplicável passou a fazer sentido. Durante uma sessão ele se recordou de um período no qual foi perseguido por um grupo de homens a cavalo. Estava quase escapando quando seu cavalo tropeçou, jogo-o no chão e fugiu, deixando-o sozinho. Os homens o pegaram e o enforcaram por algo que ele não fizera. Assim, morreu por asfixia mecânica, odiando e amaldiçoando aquele cavalo. Depois das regressões ele passou algum tempo pensando no assunto, até que resolveu comprar um cavalo, pois queria aprender a cavalgar. Aos poucos foi se conscientizando de que suas queixas diziam respeito a uma vida pretérita, nada havendo atualmente que o impedisse de amar a todos os animais, inclusive os cavalos.

ATRITOS FAMILIARES

Um jovem, de família muito unida, andava preocupado com os constantes atritos com o avô. Os dois se amavam muito e sentiam saudade quando estavam longe um do outro, mas não conseguiam se dar bem quando juntos. Isso acontecia desde que esse moço era muito pequeno. Ele sempre se ressentira com qualquer comentário pessoal ou com qualquer coisa que o avô quisesse lhe ensinar, e com o fato de o velho o tratar como um moleque. Quanto ao avô, reagia a qualquer comentário feito pelo neto, dizendo que ele tentava controlar sua vida e agia como se soubesse mais sobre a vida. Quando estavam juntos, a atmosfera era de hostilidade, um esperando que o outro dissesse ou fizesse qualquer coisa que pudesse ofender. Nenhum dos dois reagia dessa forma com as outras pessoas, fosse qual fosse a situação. A informação obtida durante a regressão do moço revelou que o neto fora pai de seu avô – seu próprio bisavô, que morrera poucos anos antes do nascimento do menino. Pai severo e dominador, criticava constantemente o filho, fazendo com que este se sentisse inseguro. Exigia obediência rigorosa e o máximo de respeito. A idade não o tornou mais flexível. O filho (avô na vida de agora) ressentia-se com o pai, mas o amava e queria sempre agradá-lo ou obter sua aprovação. Em algumas ocasiões, seus sentimentos quase chegaram ao ódio. Quando se arriscava em aventuras amorosas, o pai dava-lhe tantos conselhos que ele acabava perdendo a confiança em si e falhava. Não é de admirar que houvesse tantos atritos entre os dois. O neto queria que o avô o tratasse da forma exigida quando era o pai. O avô reconhecia instintivamente a personalidade dominante de seu pai no neto, e reagia contra ela. O conhecimento desses dados trouxe grande alívio à situação. Embora a crença do avô não lhe permitisse tomar conhecimento da regressão do neto, este compreendeu e modificou sua maneira de agir com o velho. A situação ainda não é ideal, mas as tensões diminuíram bastante. Neto e avô agora conseguem passar um dia juntos sem atritos.

SUICÍDIO

O suicídio é um assunto difícil e complexo, e sua completa abordagem é impossível num trabalho de regressão. É preciso fazer o cliente entender que a morte é uma falsa promessa de alívio, pois os problemas e a dor vão persistir nas próximas vidas. Um homem procurou nossos serviços. Era inteligente, sensível, gentil, generoso e falava fluentemente vários idiomas. Bem sucedido financeiramente. Aparentemente tinha tudo, mas a realidade interior não era bem assim. O problema maior era que ele dava muito valor ao que os outros pensavam dele, principalmente seus pais, de quem nunca tivera um elogio sequer. Se tirava 99 numa prova, a reação era: “Por que não tirou 100?”. No fundo ele queria ser amado, mas, infelizmente, ele mesmo não aprendera a amar a si mesmo. Teve problema de obesidade, que o perturbou ainda mais. Desde a adolescência era um falso-alegre, pois no fundo era deprimido e com tendências suicidas. Não possuidor de religião ou fé, também não acreditava na vida após a morte. Aos 30 anos tentou por duas vezes suicidar-se. Através da técnica da regressão ele finalmente compreendeu e acreditou que a morte não era o final de tudo, começando a ver em suas vidas anteriores os motivos de alguns de seus problemas. Descobriu que em outras vidas também havia se suicidado e o ciclo kármico estava se repetindo. Era um padrão que já vinha de vidas passadas. Então, esforçou-se ao máximo, sob condições extremamente difíceis para resolver alguns problemas e aprendendo a conviver com os que não tivessem solução. Começou a gostar mais de si mesmo e passou a aceitar que muitas pessoas o amavam e o respeitavam muito. Quando ele ficou doente e suspeitou que não iria se recuperar telefonou aos amigos, mas nada contou. Estava preso ao leito, definitivamente. Ele veio a morrer por questões naturais, mas conseguiu resolver vários grandes problemas que não enfrentará em vidas futuras. Ele finalmente libertou-se do ciclo do suicídio. Para qualquer terapeuta de vidas passadas só isto é motivo de grande alegria, principalmente por saber que ele, agora, retomará sua jornada evolutiva.

LESBIANISMO

Mulher de meia idade, empregada, solteira, com relacionamento lésbico por vários anos como parceira dominante. O relacionamento começou a se tornar problemático e a mulher, confusa mental e emocionalmente, sentia-se constrangida quanto à sua tendência ao lesbianismo. Foi esclarecida de que como regra nenhum Terapeuta de Vidas Passadas consegue mudar a opção sexual de seus clientes podendo, no entanto, fazê-los conviver com o lesbianismo ou homossexualismo sem culpa, aceitando que isso faz parte do seu Eu e que deve ser respeitado. Submetida a regressão (era uma boa cliente para entrar em transe) a mulher descobriu que vivera várias de suas últimas vidas como homem, com atitudes muito machistas. Em todos os períodos fizera parte de contextos culturais nos quais as mulheres eram relegadas a situações sub-humanas, enquanto tudo o que fosse marcadamente masculino era admirado e cultivado. Na vida atual, seu pai fora dominador, tratando a ele e à esposa como pouco mais que serviçais. Quanto ao filho homem da família, recebia toda a consideração. Ela pode ver claramente como a infância desencadeara a transferência de atitudes machistas de vidas anteriores, obrigando-a a rejeitar até mesmo a própria feminilidade e de manter atitudes equilibradas. Essa mulher também revelou determinação em ter alguns amigos do sexo masculino, a fim de provar a si mesma que nem todos eram dominadores por natureza. Até então evitara ao máximo o contato com os homens, com medo de ser subjugada. Depois de algumas sessões abandonou a terapia e a seqüência das investigações sobre o seu passado. Tempos depois tivemos notícias dela. Soubemos que atravessara fases difíceis depois das regressões e que sentira medo, mas algo a fez desejar descobrir como ser plenamente mulher. Cultivou sua aparência feminina e começou a circular em ambientes que lhe permitissem conhecer tanto homens como mulheres. Encontrou muitas pessoas, de ambos os sexos, que lhe despertaram admiração e atração como seres humanos. Por incrível que pareça, começou a gostar de ser mulher ao perceber que isso não significava ser fraca e subserviente. Encontrou um homem pelo qual se apaixonou e com que se casou. Sentia-se muito feliz em seu relacionamento heterossexual. Esclarecemos aos internautas que este não é uma crítica com relação a comunidade gay. É simplesmente o relato do que aconteceu a um ser humano. Como dissemos acima, cada qual tem sua opção sexual e deve ser respeitado em sua plenitude. Que não nos procurem os pais de jovens aqui no Túnel do Tempo  com a finalidade de que os Terapeutas transformem homossexuais em heterossexuais. No máximo, poderemos ajudá-los a serem pessoas menos estressadas e mais felizes, que se aceitam verdadeiramente como são, e que a cada dia evoluam, tomem consciência de tudo quanto existe com vistas a se transformarem em seres humanos melhores em todos os sentidos.

PRECONCEITO RACIAL

Mulher, agradável, culta e bem educada, situação financeira definida. Sofria de intolerância racial. Nunca havia se dado a oportunidade de conhecer uma pessoa negra. Ficava confusa e constrangida na presença de pessoas negras, pois para ela a pele escura era sinônimo de ignorância, inferioridade, pobreza, sujeira. Em regressão, quando o Terapeuta lhe pediu para olhar os pés, seu rosto adquiriu a mais estranha das expressões. Quando ela começou a se descrever sua aparência física a voz começou a falhar. Ela pertencera a uma pequena tribo primitiva da África, e era negra. Após ter superado o choque inicial causado pela cor da pele, essa mulher envolveu-se nas alegrias e tristezas e nos acontecimentos daquele período. Encerrada a regressão a mulher ficou muito quieta e não se dispôs a conversar sobre o assunto. Após algumas sessões a mulher passou a ter consciência de que no enredo das vidas já vivemos papéis dos mais variados. Já fomos homens, mulheres, brancos, negros, vítimas ou algozes. Tudo aquilo que antes era motivo de aversão para ela, especialmente com relação à cor da pele das pessoas, agora tinha nova significação. Normalmente é isto que ocorre na terapia com a TVP. Há uma conscientização de que as pessoas são indivíduos, e não se pode fazer julgamento generalizado levando em consideração apenas a raça. Isto também se aplica a casos de negros na vida atual que consciente ou inconscientemente desprezam qualquer pessoa que tenha a pele mais clara do que a sua. Fazem questão de que todos percebam a sua “negritude”. É preciso lembrar que aqui onde vivemos não é o nosso verdadeiro lar, e que a intolerância racial é um dos fatores que mais impedem o nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento para a viagem de retorno à outra dimensão.

MEDO DA MORTE

Homem, doente com câncer em estágio terminal com dores razoavelmente controladas. Os médicos sabiam que haveria sofrimento ainda por algum tempo e de alguma forma acharam importante que ao doente fossem ensinadas algumas técnicas para controle da dor e auto-hipnose a fim de que o cliente suportasse melhor seus últimos dias. E também tinha esperanças de que, aprendendo a controlar mentalmente alguns processos físicos, o doente retardasse o avanço do câncer. A expectativa de vida do homem era de poucos meses. Em pouco tempo ele começou a dominar as técnicas de controle de dor e auto hipnose, mas minha intuição me dizia que ele queria algo a mais de mim. E eu já sabia o que era. O assunto era difícil, mas resolvi encarar com naturalidade, perguntando-lhe se ele gostaria de falar sobre a morte. Ele disse que sim, com um suspiro de alívio. “As pessoas não gostam de falar sobre a morte com alguém marcado para morrer. Todos evitam o assunto e se sentem mal quando falo nisso. Tudo o que fazem é afirmar que vou melhorar, quando sei que não vou. Preciso falar sobre isso. Preciso me acostumar à idéia. Tenho medo da morte. E raiva por ter de morrer. Não sei o que acontecerá comigo. Talvez ninguém saiba, mas preciso falar sobre o medo”. Conversamos muito sobre isto, até que tive oportunidade de falar sobre a reencarnação, sobre a imortalidade da alma. Ele disse que conhecia pouco a respeito, mas que deixaria seus preconceitos de lado mesmo sabendo contrariar suas crenças religiosas. Demonstrou desejo de se submeter à regressão, apesar de não ter certeza sobre se acreditava ou não na reencarnação. Nas sessões, viajou por vários períodos. Dediquei atenção especial a levá-lo a reviver suas experiências de morte, fazendo-o explorar à exaustão essas fases. Com o passar do tempo ele se mostrou em paz e muito pensativo. “Não sei explicar como, mas sei que realmente vivi esses acontecimentos. Eles explicam tanto sobre minha vida e relacionamentos atuais. E não tenho mais medo da morte. Não é nada. Já passei por isso tantas vezes que já devo ter bastante experiência. Gostaria apenas de poder contar algumas dessas coisas à minha família e amigos, mas eles não acreditam nem mesmo no controle da dor e na auto-hipnose. Iriam pensar que estou desesperado e por isto me agarrando a besteiras. Não quero gastar o tempo que ainda me resta em discussões teológicas. Basta que eu saiba”. Ele acabou vivendo mais do que o previsto, não sofreu muito e morreu em paz em sua própria cama. Este caso deve ter servido para dar idéia da versatilidade e da utilidade da regressão. Mas você deve se lembrar de que cada pessoa é diferente e que cada experiência também é diferente. Além disso, a regressão e a compreensão da origem de um problema não são suficientes. As pessoas envolvidas devem estar dispostas a aceitar suas responsabilidades, deixando de lado as emoções. Se tudo o que fica de uma experiência de regressão é o sentimento de culpa, provavelmente os envolvidos utilizam-na como forma de acusar um ao outro. Então a experiência não atingiu sua finalidade e se transformou em algo prejudicial. A finalidade da regressão é a compreensão, a libertação, o esquecimento e o perdão. E a mudança para uma vida mais produtiva.

DORES ABDOMINAIS

Mulher, fisioterapeuta, jovem, bonita, casada, mãe de uma filha. Relata dores abdominais e extrema ansiedade. Informa ter feito exames médicos sem qualquer resultado que possa indicar problemas físicos. Acha que seu problema pode ser psicossomático. Induzida a transe pelo relaxamento progressivo. Demora acentuada para entrar em transe. Quando já pensávamos em interromper a sessão, eis que retorna a uma vida onde engravidou sendo solteira. Para fugir dos pais tentou refúgio numa montanha de grande porte, que demandou muito esforço físico. Ao chegar ao topo da montanha começou a abortar em razão do esforço físico despendido. Durante a regressão ela gritava, olhava para a barriga e aos berros dizia: “Você não está vendo o sangue que está saindo? Eu estou perdendo meu bebê”. Por várias vezes estas palavras se repetiram, até que ela relatou que havia perdido muito sangue e estava morrendo. Naquela vida, morreu sozinha após abortar. Ao retornar do transe terapêutico ela demonstrava muito espanto pelo que havia vivenciado. Dias depois comunicou que as dores abdominais haviam diminuído bastante. Por algum motivo que desconhecemos, não retornou mais para nenhuma outra sessão. Acreditamos que liberada a carga emocional daquela vivência, a cliente tenha obtido melhora nas suas queixas e julgou serem desnecessárias novas sessões. Cada qual tem a liberdade para saber se continua ou não a terapia com a TVP. É o livre arbítrio de que dispomos. Neste caso, excepcionalmente, em apenas uma sessão foi possível explorar as causas psicossomáticas das dores abdominais. Mas, como costumo dizer, isto não é a regra.

UM POSSÍVEL CASO DE PERSONALIDADE INTRUSA

Mulher, separada, dois filhos jovens, 45 anos, corretora de imóveis. Aparentemente feliz, vida financeira regular. Queixava-se de síndrome do pânico, e afirmava não ter tendências suicidas. “Amo a vida”, dizia. Relatava, contudo, que quando saía na rua era invadida por uma “força sobrenatural” que parecia apoderar-se de suas pernas. Suas pernas então ganhavam “vida própria” e tentavam impulsioná-la contra a sua vontade para debaixo dos carros que circulavam no leito carroçável. Disse acreditar estar sendo assediada por alguma entidade espiritual. Respondeu bem ao transe. Já na primeira sessão ao ser tocada no peito pelo Terapeuta sentiu como se algo estivesse sendo desobstruído e ela passou a respirar melhor (tem problema de bronquite asmática). Ao Terapeuta pareceu uma clara mostra da desobstrução do chacra cardíaco, tamanha era a sensação de prazer que ela parecia sentir. Mas o melhor ainda estava por vir. Quando o Terapeuta tocou as pernas dacliente, imediatamente ela começou a sentir um terrível dor, algo insuportável, conforme ela mesma dizia. “Minhas pernas estão queimando. Estou sentindo que algo está saindo delas. Parece a fumaça de um vulcão. Você não vê essa fumaça saindo das minhas pernas?”. Evidentemente que o Terapeuta “entrou” em sintonia com a cliente, e durante mais de 20 minutos tocou suas pernas, ao mesmo tempo em que rogava ao Anjo da Guarda que a ajudasse naquele processo, fosse lá o que fosse – um problema meramente emocional ou a existência mesmo de uma personalidade intrusa (entidade). A sessão durou perto de 3 horas. Outras três sessões foram realizadas posteriormente. Foi indicado o uso de um floral à cliente para auxiliar na questão da síndrome do pânico. Nunca mais as pernas “ganharam vida própria”. A síndrome do pânico diminuiu de intensidade e a cliente já consegue sair às ruas sem estar agarrada a um familiar. Outras sessões serão necessárias, mas os resultados até aqui sinalizam de que estamos no caminho certo.

O CASO DE BRIDEY MURPHY

Este foi um dos primeiros casos de “memória de vidas passadas” a alcançar as manchetes dos jornais. Cerca de quarenta anos atrás, uma dona-de-casa americana, durante uma regressão hipnótica, recordou-se de uma vida na Irlanda quando fora Bridget (Bridey) Kathleen Murphy (1798-1864). Falando com um sotaque irlandês e usando um vocabulário correspondente, ela prestou um relato detalhado onde incluía nomes de lugares e informações desconhecidas sobre assuntos como costumes domésticos, preços, decoração e roupas da época, chegando mesmo a dançar um ritmo irlandês e a cantar canções folclóricas. Ela se lembrava de comprar no armazém de um homem chamado John Carrigan e também numa loja chamada Farrs. As duas lojas foram pesquisadas, sendo confirmado que funcionavam em Belfast na época em questão. Ela morava numa casa chamada The Meadows, nos arredores de Cork, que aparece num mapa contemporâneo. Ela declarou que seu marido e seu pai eram advogados – um “fato” muito criticado por comentaristas posteriores porque isso teria antecedido ao Ato de Emancipação Católica. Contudo, embora a emancipação dos católicos só tenha ocorrido em 1829, um despacho de 1793 permitia especificamente que os católicos praticassem a profissão advocatícia. Um jornalista, William J. Barker, pesquisou intensivamente o caso na Irlanda durante três semanas. Embora muito detalhes não tenham sido provados por falta de registros, nado do que ela disse foi contestado. Ele concluiu que: “A autobiografia de Bridey se sustenta incrivelmente bem à luz dos fatos difíceis de obter que acumulei”. Ele publicou um artigo intitulado “A verdade sobre Bridey Murphy”, que apoiava o caso, embora a imprensa popular tenha montado um esforço concentrado para desbancar a história. Todavia, C. J. Ducasse, ex-diretor do Departamento de Filosofia da Brown University, estudou o assunto e concluiu: “Nem os artigos em revistas e jornais, nem os comentários de psiquiatras hostis à hipótese da reencarnação conseguiram desabonar ou mesmo estabelecer uma refutação apreciável contra a possibilidade de que muitas das declarações da personalidade de Bridey eram lembranças verdadeiras de uma vida anterior de Ruth Simmons (um pseudônimo) um século atrás na Irlanda”.

NOTA DE JUDY HALL: “De acordo com a minha experiência, as pessoas que procuram provas para se convencer da veracidade de vidas passadas raramente encontram o que estão buscando. Por outro lado, durante minhas regressões espontâneas a outras vidas, fui capaz de confirmar diversos detalhes que surgiram. Uma de minhas primeiras imagens foi de um grupo de pessoas sendo perseguida entre as árvores por um homem com armadura montado a cavalo. Ele era acompanhado por alguns soldados a pé. Eu estava correndo com eles entre os bosques, que foram ficando cada vez mais escuros. Era um eclipse parcial do sol. A escuridão permitiu que escapássemos, uma vez que conhecíamos bem a região. Reconheci o lugar, a data e a hora (o que é incomum para mim). Quando fui verificar no Observatório de Greenwich, houve um eclipse parcial naquele horário do dia, visível do local em questão, e que produzira aquela determinada escuridão”.

PROBLEMAS SEXUAIS

Os problemas sexuais também podem derivar de diversas causas em vidas passadas. Um dos problemas mais comuns é que os votos, como os de celibato ou de fidelidade eterna, assumidos em outras vidas não sejam revogados antes da reencarnação. Eles então interferem sutilmente nos relacionamentos da vida atual. A pessoa que tiver feito um voto de celibato, por exemplo, pode sofrer de importância quando confrontada com um parceiro sexual. O subconsciente pode simplesmente desligar o desejo sexual quando confrontado com o profundo conflito interior de: “Eu desejo esta mulher” e “Eu fiz um voto de celibato eterno”. A estrutura de tempo precisa ser renegociada: “para sempre” deve ser tornar “por toda esta vida”, ensina-nos Judy Hall. Também podemos trazer conosco padrões antigos de comportamento. Algumas pessoas recriam interminavelmente seus relacionamentos do passado, algumas vezes compelidas por uma visão do que não tiveram, outras obcecadas com a busca do lque tiveram. Podem também trazer padrões de comportamento inadequados. Um homem, que sofria de ejaculação precoce, praticava sexo escondido com uma empregada em sua vida passada. Havia sempre a necessidade urgente de “ser rápido”, pois alguém poderia encontrá-los. Outro homem era sexualmente fixado na imagem de mãe. Todas as suas fantasias eram sobre fazer sexo com ela. Não foi surpresa que, durante a regressão, ele constatou ter sido seu amante numa vida anterior. Mais difíceis de acomodar são as mudanças de sexo que podem criar problemas subjacentes. Tanto homens quanto mulheres podem achar-se “no corpo errado”. Alguns necessitam de mudança de sexo, outros reagem à terapia de vidas passadas. Alguns estados são complexos. Nem todo caso de homossexualismo se refere necessariamente a um homem que foi mulher na outra encarnação e reteve o desejo de contato sexual com homens (ou vice-versa), mas alguns são isso mesmo. Se a pessoa está feliz com sua orientação sexual, tudo bem. Mas se esse desajuste pode criar um conflito em alguém que não consiga se adaptar ou que sofra pressões para agir de acordo com a “norma”. (A maior parte dos homossexuais e lésbicas seguem um plano de vida consciente assim como os heterossexuais, apenas sua orientação sexual é diferente, não errada. Fiz uma regressão em uma mulher que dizia que sempre se sentia como um rapaz com tendências homossexuais. Ela “gostava de homens mais velhos”. O caso não parecia como um problema porque os homens mais velhos sentiam prazer em ter um caso com uma mulher tão atraente. No entanto, por dentro ela se sentia lograda. Estava no corpo errado para a experiência que desejava. Durante a regressão, ela descobriu que foi realmente um jovem homossexual. No estado entre – vidas, ela quis experimentar como era viver num corpo de mulher, mas não planejara nem programara sua nova identidade o suficiente. Os padrões antigos a dominavam.

DISTÚRBIOS ALIMENTARES

Embora muitos distúrbios alimentares tenham raízes em causas emocionais na mais tenra infância, alguns deles podem ter sido trazidos de outras vidas. Uma causa comum de comer em excesso é ter morrido de fome no passado, especialmente quando o último pensamento naquela vida foi: “Nunca passarei fome novamente”, mas tenho visto também na prática – então socialmente aceitável – do vômito bulimicamente provocado nas orgias romanas ser trazida para a vida atual com um modelo a ser repetido. (Esse distúrbio também aparece no medo do vômito quando o escravo que cuidava do vomitório era compelido à espada a vomitar junto com seu patrão). A anorexia também pode estar ligada a crenças em vidas passadas sobre o corpo como algo “mau” e a sexualidade como pecado pode estar relacionada a algum tipo de abuso sexual na vida passada. A moda também tem sua porção de influência no caso, onde modelos esqueléticas de visual pouco agradável (ao menos para mim) são extremamente bem remuneradas em desfiles de moda internacionais. Se estes padrões não são mudados antes da nova encarnação, os pensamentos ocultos permanecem e criam o excesso de apetite, a bulimia e a anorexia. Voltar ao estado entre- vidas pode ter efeitos terapêuticos.

SAÚDE (OU FALTA DELA)

As causas de vidas passadas para doenças da vida atual às vezes são impressionantes. Uma mulher que tinha uma azia constante na vida atual revelou ter bebida uma xícara de vinho envenenado servido por um amante. A azia foi facilmente aliviada ao se apagar a lembrança do veneno quando ela imaginou beber um antídoto. Outra senhora de idade sofrera de asma durante toda a vida. Quando chegou para a regressão, trouxe não apenas seu inalador, mas também um amigo perito em técnicas de ressuscitação que a socorrera em mais de uma ocasião. Ela foi conduzida de volta no tempo até se encontrar na Idade Média no papel de uma espécie de intermediário que recebia os relatos de espiões e informantes e passava adiante aos caçadores de bruxas. Era algo em que ela se envolvera de um modo que não podia mais se livrar. Ela descreveu a si mesma como um homem solitário e insignificante, que se sentia sufoca do pelo que fazia mas não encontrava um modo de escapar. Se tentasse sair ou proteger as pessoas, seria mandado a julgamento pelos seus empregadores, que concluiriam que fora enfeitiçado. Ele quis se suicidar, mas esse era um pecado mortal e ele temia as conseqüências do gesto. Finalmente, a carga tornou-se grande demais para suportar. Ele montou num cavalo e fugiu sem se preocupar com o que pudesse acontecer. Foi seguido e ferido por uma espada, que fez com que caísse do cavalo. O cavalo então rolou sobre ele, esmagando seu peito. Ele morreu literalmente incapaz de respirar e sufocando até a morte de uma maneira angustiante, que lembrava um ataque de asma. Ao reviver a situação, a senhora idosa experimentou os sintomas com realismo. Ela engastou e se esforçou para respirar, produzindo os mais horríveis gemidos. No entanto, como estava revivendo aquela vida e permanecia consciente das ligações com o presente, ela me garantia de tempos em tempo que estava tudo bem com ela. Aquele não era um ataque de asma. Sabendo que ela precisava passar por aquilo, eu a encorajei a permanecer com ele enquanto passava pela morte e ia para o estado entre – vidas. Lá, o trauma desapareceu. A respiração dela se acalmou, quase a ponto de ficar imperceptível. Nós eliminamos os resíduos daquela vida para aliviar os sintomas negativos da vida presente.

SOBREPESO

Mulher, bonita, jovem, cabeleireira, solteira. Sem apresentar problemas de ordem física constatado por exames clínicos, passara de uns anos para cá a ganhar peso de maneira rápida. Em pouco mais de 2 anos ganhara perto de 20 quilos, trazendo-lhe conseqüências na vida profissional e com relação a auto estima. Dizia que “engordava até tomando água”, embora isso não fosse exatamente a verdade, pois suas refeições eram fartas e ela tinha péssimos hábitos alimentares, consumindo alimentação pouco saudável, chocolates e bolachas recheadas. Seus amigos se referiam a ela como “gorda”, o que a deixava dia por dia mais entristecida. Procurou tratamentos convencionais e dietas que buscou na internet, sem qualquer resultado. Decidimos pela regressão. Cliente pouco responsiva ao transe hipnótico, que não passava de um estado levíssimo. Indiquei-lhe florais durante todo a terapia. Era submetida a relaxamento uma vez por semana. Foi uma luta difícil, tanto para ela quanto para o Terapeuta. Porém, por volta da 15.ª sessão, viu-se num castelo medieval, presa em um cômodo na parte superior. Ela era jovem, bonita (magra) e casada com uma pessoa importante na época. Seu marido, no entanto, era um homem mais velho, extremamente ciumento e cruel. Ele passou a negar-lhe alimentação e a agredia fisicamente todos os dias impingindo-lhe grande sofrimento. Com o passar dos dias ela foi ficando cada vez mais fraca, e em razão da desnutrição emagrecia de maneira veloz. Ao se aproximar da morte seu pensamento era um só: “Estou morrendo porque sou bonita, tenho um corpo lindo, e despertei o ciúme do meu marido. Nunca mais quero ter um corpo atraente para não despertar a atração dos homens. Nunca mais quero morrer de fome”. Ao reviver aquele momento traumático de uma vida passada a cliente compreendeu melhor as causas do seu sobrepeso, e gradativamente foi melhorando a sua alimentação, incluindo frutas, verduras e legumes, além de iniciar a prática de uma atividade física que antes recusara terminantemente. Foi lhe sugerida, em transe hipnótico, a ingestão de dois litros de água por dia, trazendo, como resultado, a diminuição de seu peso, aos poucos, mas saudavelmente. Ela continua sob nossos cuidados terapêuticos, embora, agora, somente compareça às sessões apenas uma vez por mês, para prevenção de eventual recaída e reforço das prescrições hipnóticas.

UM REENCONTRO NO ASTRAL

A princípio era queixa de uma depressão severa, uma angústia, uma tristeza. E não havia motivos para isto, pois se tratava de uma bela jovem, no esplender dos seus 24 anos de idade. Estudante, do comércio, órfã de pai e de mãe, queixava-se que a vida não tinha sentido, não desfrutava plenamente do prazer de viver. Supunha ter “alguma dívida” no passado que a impedia de ser feliz. A princípio achei realmente que seria um caso para Terapia de Vidas Passadas, mas me enganei literalmente. Na verdade era um caso de vida atual, que relato a seguir. A jovem tinha sido uma adolescente rebelde, com dificuldades de relacionamento com a mãe. Vivia “batendo de frente” com a mãe, e por se tratar de uma pessoa rancorosa não tinha por hábito reconhecer seus erros, pedir perdão, e seguir a vida em harmonia. Na primavera de 2006 teve uma séria briga com a mãe, e, como sempre, trancou-se no seu mundinho de soberba e rebeldia, permanecendo vários dias de “cara amarrada” com ela. Até que a mãe precisou fazer uma viagem para rever uma irmã doente no interior do Paraná, e para lá se dirigiu. Sequer um abraço ganhou da filha, que continuava “emburrada” pelos cantos da casa. O inevitável aconteceu. A mãe sofreu um acidente de trânsito durante a viagem e veio a falecer. Foi então que a culpa passou a ser uma inimiga implacável da cliente. “Por imaturidade minha deixei de dar um abraço, um beijo na minha mãe, e agora que ela está morta eu me culpo. Queria tanto que ela estivesse aqui pra pelo menos ‘sentir o cheirinho’ dela, abraçá-la, beijá-la e pedir perdão por tudo quanto lhe fiz de mal”. Foram inúmeras sessões para que os fatos viessem à tona, pois estavam camuflados atrás de uma “depressão severa”. Em reunião com os demais Terapeutas, resolvemos utilizar a hipnose, ao invés da TVP, conforme previsto no início da terapia. Após a Oração ao Anjo da Guarda que sempre antecede nossas sessões, a cliente foi induzida em transe profundo (era uma ótima cliente hipnótica). Foi-lhe sugerido que em estado de transe não há tempo conforme o concebemos na Terra (o tempo é criação da dimensão onde há densidade), nem lugar, nem horário, e que ela poderia locomover-se ao longo do Universo com a velocidade do pensamento. Ela se sentiu flutuando no espaço sem o seu corpo. Ela era, naquele momento, a sua própria Consciência realizando uma viagem astral. Orientamos a ela que pedisse ao seu Mentor Espiritual uma autorização para encontrar-se com sua mãe, o que foi concedido. Após algum tempo as lágrimas afloraram abundantemente dos olhos daquela jovem. Permanecemos em silêncio, enquanto ela encontrava-se com sua mamãe em outra dimensão. É dela o seguinte relato: “Encontrei-me com minha mãe. Ela não era um corpo físico, era apenas uma luz que me dizia que estava feliz e que eu deveria também procurar a minha felicidade. Minha mãe me disse que nada acaba com a morte do corpo. Na verdade, é o início de uma nova viagem, de novas aprendizagens e experiências. Nos abraçamos e nos beijamos. Pude pedir perdão pelos meus atos, e a sua luz me envolveu carinhosamente. Chorei muito. Estou de fato arrependida por tudo quanto lhe fiz, mas agora estou bem porque recebi o seu perdão e sobretudo a sua compreensão. Nos despedimos com a certeza de que um dia voltaremos a nos encontrar no plano físico ou espiritual”. Nossa cliente teve uma melhora significativa. Passou a enxergar melhor as coisas que não são visíveis aos olhos físicos. Transformou-se num ser humano melhor, mais evoluído, mais feliz. Hoje se encontra casada, mas por enquanto não pretende ter filhos. Aquela viagem astral lhe trouxe a consciência sobre a imortalidade da alma, realçando-lhe a necessidade de cultuar a fé, o amor, a harmonia, a caridade e a gratidão pela oportunidade de estar, nesta vida, redimindo-se de eventuais erros cometidos no passado. Foi um trabalho que nos trouxe muita alegria enquanto Terapeutas. Oxalá alguns filhos e filhas possam acessar este site e fazer algum proveito da mensagem implícita que este caso real mostrou. E que possam aplicar estes ensinamentos em suas vidas de agora com relação aos seus “atuais” pais.

FRIGIDEZ SEXUAL/DIFICULDADE DE RELACIONAMENTO

Uma cliente de 31 anos que não conseguia relacionar-se bem com os homens nem obter prazer com as relações sexuais fez uma série de regressões sucessivas. Na primeira, viu-se vivendo na antiga Grécia, no tempo da ocupação romana. Apaixonou-se por um soldado romano, que tivera ordem de não confraternizar com o povo no local onde ela vivia. Teve um romance muito intenso, até que seu amante foi morto por ter desobedecido à ordem recebida. Ao saber disso, ela suicidou-se, pensando fortemente: “Nunca mais hei de amar outro homem!”. Em vidas sucessivas foi prostituta, usando os homens; feiticeira, lidando com bruxaria; mulher fútil, que se casara por dinheiro; na Florença medieval, foi politicamente poderosa, novamente usando os homens; e finalmente foi freira. Somente após um trabalho bastante difícil conseguiu apagar as mágoas, ódios e tristezas de todas essas vivências e começar um relacionamento com um rapaz, percebendo pela primeira vez algumas sensações sexuais. Conforme costumamos sempre frisar e deixar bem claro, não há milagre em TVP, e não podemos esperar soluções imediatas, principalmente quando o problema se mantém em inúmeras vidas sucessivas.

FOBIAS/MEDO DE BARATAS

Este também é um caso contado por Judy Hall. Mulher (geralmente tem sido as mulheres quem procuram mais as terapias complementares, mas a tendência é a de que muito em breve todos os seres humanos, homens ou mulheres, possam se beneficiar da técnica), 35 anos, casada, prendas domésticas. Relata medo de escuro a nível de pânico que surgiu no início da adolescência e pânico também perante baratas, que a deixam travada num estado de terror. Sente falta de ar, tremores, tonturas. Tentou terapia convencional, sem sucesso. Submetida a regressões, quando então foi encontrada a origem do trauma:

Cliente – Estou no armazém de meu pai… ele bebe… está cheio daqueles bichos horríveis…

Terapeuta – Que bichos?

Cliente – Baratas…

Terapeuta – O que você sente?

Cliente – Tenho medo de meu pai… ele está de novo bêbado… e aí ele bate em nós… na mamãe (sinais de angústia e choro infantil).

Terapeuta – O que está acontecendo?

Cliente – Agora é de noite… estou deitada na cama entre eles… está escuro. Sinto alguma coisa peluda andando pelo meu corpo… acho que é uma barata… (sinais de nojo)… Meu Deus, é a mão peluda de meu pai na minha barriga… ele toca meu sexo… eu tenho medo… medo… Não consigo me mexer… Sinto enjôo… estou completamente tonta… Tenho horror… (choro, sinais de pânico).

Terapeuta – E que mais?

Cliente – Raiva… Ódio… mas estou muito amedrontada… completamente tonta.

Após trinta minutos na revisão total dessa cena e de descarga da angústia a ela ligada, seguida de uma proposta de que emitisse toda a raiva nela contida, fizemos que a cliente voltasse gradualmente à vigília. Quando retornou, disse: “Ah, então é por isso que tenho tanto medo do escuro e que no escuro possam existir baratas que sobem no meu corpo”. A carga de angústia havia sido tão grande que ela a tinha reprimido no inconsciente, e em vigília plena sua terapia não evoluiu, o que se explica de não ter melhorado com a psicoterapia convencional. Mas, é evidente que tanto a psiquiatria como a psicoterapia clássica jamais admitirão que a TVP possa solucionar casos desta natureza, salvo alguns profissionais destas áreas mais atentos aos bons resultados que a mídia, na atualidade, felizmente começa a divulgar.

UM CASO DE DEPRESSÃO, DESÂNIMO, VONTADE DE MORRER

Mulher de 35 anos, casada, dois filhos. A cliente veio ao meu consultório se queixando que não tinha vontade ou entusiasmo pela vida. Vivia como se estivesse ligada no piloto automático (termo usado pela cliente), pois fazia tudo de forma mecânica, sem emoção. Na entrevista de avaliação, assim relatou: “Faço tudo no automático: cursei uma faculdade, tive filhos, tudo sem sentir nada, nenhuma emoção. Não tenho problemas financeiros, mas até que gostaria de ter, pois assim teria a quem ou o que culpar. Na verdade, não há nenhum motivo que justifique a minha falta de vontade de viver. Sou casada, meu marido é um bom homem, tenho dois filhos lindos, uma casa muito boa; certa ocasião, o meu marido me perguntou: Vamos viajar para a França? Vamos tirar férias, o que você acha?- Acho legal, respondi, sem empolgação. Aprontei as malas de todos, fizemos a viagem, mas para mim foi como se tivéssemos feito uma viagem à praia no litoral de São Paulo. É horrível, nada me motiva, nada me empolga! A minha família, (bem como a de meu marido), fala que não tenho gratidão pela vida que levo. No entanto, o que me vem é só vontade de morrer, nem coragem tenho para tirar a minha vida. Mudei o corte de meu cabelo, fiz plásticas, troquei de carro várias vezes, comecei vários cursos – embora não tenha concluído nenhum -, buscando algo que me dê prazer, mas não encontro. Não tenho paciência com os meus filhos, estou sempre de mau humor, nem sei como o meu marido me agüenta. Não é que nada está bom para mim, que estou insatisfeita com a minha vida; é pior, nada me importa, me interessa. Por isso, como já lhe disse, faço tudo no automático; faço as coisas porque tenho que fazer”.

- Você fez algum tipo de tratamento convencional antes de me procurar? – Perguntei à cliente. “Procurei, é claro. Fui a um psiquiatra, que me receitou alguns remédios, mas me senti pior, pois a minha tristeza e melancolia tomaram conta de mim, não conseguia sair da cama. Posteriormente, resolvi procurar um neurologista, mas também não deu em nada. Fui a um psicólogo, onde só eu falava e ele só escutava, não falava nada. Passei por várias terapias alternativas, mas sem nenhum resultado. Cansei, acabei não procurando mais nada. Até que um dia, uma amiga me mandou um artigo do senhor; depois de lê-lo, senti confiança em seu trabalho, algo me dizia para procurar o seu consultório”. No final da entrevista, ao lhe indagar se tinha algum sonho recorrente (costuma ser uma reminiscência de uma vida passada), a cliente me disse que o seu sono era muito intranqüilo, pois era comum ter pesadelos constantes (de estar num lugar escuro e ouvir gritos). Acordava assustada.

Nas primeiras sessões de regressão, por estar muito ansiosa e tensa, não relaxou o suficiente e com isso não conseguiu trazer nada de seu passado. Na sessões seguintes, ao regredir, viu os pais e os dois irmãos numa vida passada, com muito medo, acuados, sem entender bem o que estava acontecendo. Assim ela me descreveu: “Dr. Osvaldo, vejo soldados gritando e mandando a gente ficar em fila e em silêncio, pois não podíamos conversar um com o outro. Estamos cansados, com fome, e sempre que alguém senta extenuado ou tropeça, ouvimos estampidos de tiros. (pausa). Vejo uma criança chorando, sentada no chão… Meu Deus! Um soldado deu um tiro na cabeça dela!” (cliente relata chorando copiosamente).

- Avance mais para frente nessa cena – peço à cliente. “Depois de uma longa caminhada, chegamos num campo de concentração, todo cercado de arames farpados. Vejo uma placa onde escrita “Auschwitz”… A minha família nessa vida passada é judia. Vejo também os soldados com as iniciais SS no braço esquerdo. São os soldados de Hitler. Eu e a minha mãe fomos separadas do meu pai e irmãos; meu pai e meus irmãos foram direto à câmara de gás. Antes, meu pai nos abraçou e disse para termos fé. Ele era um homem calmo e devoto de Deus. Nunca mais o vi (fala chorando). Minha mãe trabalhou por algum tempo na casa do general: lavava suas roupas e limpava sua casa, e eu a ajudava.Vi minha mãe definhando, pois não havia comida o suficiente para nós. Ela não durou muito, acabou morrendo. Fiquei sozinha. As mortes não tinham fim. Quando não se morria na câmara de gás, morria-se de fome, de doenças ou até mesmo por um soldado raivoso que não gostava do jeito da pessoa e dava um tiro em sua cabeça. Vivia em pânico, com muito medo”.

- Avance nessa cena – peço novamente à cliente. “Sinto um aperto no peito, pois eu e outras mulheres fomos chamadas. É noite, um soldado nos leva para um lugar; sinto muito frio e cansaço. Peço a Deus para que isso acabe logo, queria morrer. No caminho, observo montanhas humanas, empilhadas. Vejo que não somos nada, que não temos nenhum valor. Chegamos ao local, é muita gente, ouço gritos de mulheres e de crianças. Pedimos socorro, misericórdia, mas nada comove os soldados. (Pausa). Do teto, vejo uma fumaça saindo… É gás (cliente fala tossindo muito). O gás está queimando a minha garganta (tosse intensamente). Não luto para sobreviver… Acabo morrendo logo. Era o que mais queria”. No final dessa sessão, a cliente chora copiosamente pedindo perdão a Deus, ao marido e aos filhos por não estar valorizando sua vida atual, pois lhe foi dada uma nova oportunidade de viver. Ela se conscientizou que era feliz, pois tinha tudo que precisava na vida presente. Identificou também, nessa sessão, que os dois irmãos que também morreram na câmara de gás, voltaram com ela na encarnação atual como seus filhos. Ela finaliza o nosso trabalho dizendo: “Tudo está certo. Tive que reviver sentindo nessa sessão de regressão a dor dessa vida passada, vendo os meus pais e irmãos morrer para dar valor à minha existência atual e a tudo que tenho hoje. Deus, muito obrigado!”

(Postado na internet pelo Dr. Osvaldo Shimoda, psicólogo que utiliza a técnica da regressão de memória no atendimento aos seus clientes)

DOIS CASOS DE INSÔNIA

Homem, profissional liberal, sofria de insônia há anos e vivia à base de tranqüilizantes. Começara com doses baixas, mas com o passar do tempo os remédios já não faziam mais efeito. Tentou de tudo, de atividade física, yoga e natação, com poucos resultados. Da medicina convencional pouco esperava, e ele passou a tentar a fitoterapia, acupuntura e freqüentar seitas religiosas ou filosóficas, tudo em vão. Foi quando soube da Terapia de Vidas Passadas, que lhe pareceu ser uma saída, ou pelo menos mais uma tentativa de resolver seu problema de falta de sono. Regredido, ele descobriu que numa vida passada fora um desbravador,  e junto com outros companheiros foram surpreendidos em terras indígenas por um grupo de índios, ocasião em que fugiram para uma densa floresta com o propósito de se esconderem. Todavia, eles foram avistados pelos índios, iniciando-se um confronto entre eles. Em número muito inferior, tiveram que fugir, e quando chegou a noite se separaram em pequenos grupos, de forma a dificultar que fossem localizados e atacados. Não podiam dormir, pois se o fizessem seriam descobertos e mortos implacavelmente. Caminharam sem parar por entre as matas durante dias e noites, cultivando o verdadeiro terror de serem apanhados e escalpelados. Alguns companheiros foram encontrados e brutalmente mortos, aumentando ainda mais a tensão e o terror nos que sobreviviam. Ele pensava o tempo todo: “não posso dormir, não posso dormir, se dormir eles me matam”.  Sua tentativa de fuga foi infeliz, pois fora encontrado e morto pelos índios. Isto tornou-se uma verdadeira fobia que ele carregou para as outras vidas que se sucederam. Para ele o sono tinha o significado de “morte certa”, e na vida atual, mesmo que inconscientemente, o trauma dificultava o seu sono. Assim, feita a ressignificação do trauma e a catarse (operação de trazer à consciência estados afetivos e lembranças recalcadas no inconsciente, liberando o cliente de sintomas e neuroses associadas a este bloqueio), a compreensão do problema trouxe uma melhora significativa na qualidade de sono do cliente. Em um outro caso, a cliente era uma mulher, jovem, bonita, estudante, que cultivava uma terrível dificuldade do dormir. O sono se instalava facilmente, mas não havia continuidade. Acordava sempre por volta de 3 horas da madrugada e somente voltava a dormir quando o dia estava amanhecendo. Havia feito polisonografia e outros exames, mas nada era conclusivo. Dormia com o auxílio de ansiolíticos ou remédios hipnóticos. Cliente ansiosa, com dificuldade de relaxar. Foram necessárias muitas sessões para que o conteúdo do passado viesse à tona. Quando, por fim, conseguiu relaxar, retornou aos tempos de uma guerra civil onde era homem, escravo, e que participara da guerra civil americana por volta de 1850. Em regressão, se auto-denominava de “soldado confederado”, e que tinha a consciência de que iriam perder a guerra e que morreria pela causa que defendia. Certa noite, num acampamento militar, foi escalado como guarda durante aquele turno. Cansado das inúmeras batalhas, com pouca alimentação e água, ele fez de tudo para manter os olhos abertos, pois sabia que o inimigo rondava a região do acampamento. No entanto, não suportou o cansaço físico e se rendeu ao sono, quando a tropa inimiga invadiu o local e exterminou a todos, alguns sendo enforcados, inclusive ele. Morreu com  o pensamento de que “deveria ter ficado sempre alerta”, ou “não poderia ter dormido”, trazendo para a vida atual este trauma. Depois de várias outras sessões já se sente melhor, com o sono mais regular.

Estaremos semanalmente (ou sempre que necessário) alimentando e atualizando este site com outras experiências clínicas. Fiquem à vontade para acessar. Solicitamos a gentileza de divulgarem este site aos seus amigos ou pessoas que eventualmente possam se interessar pelos assuntos aqui tratados. Paz e Bem!